Podem falar, podem gritar, podem gemer, podem espernear, mas não nos podem calar!

Sexta-feira, Dezembro 04, 2009

Parabéns Soninha!

Hoje queria dar-te a imensidão do céu, o calor do Sol, as nuvens mais perfeitas de tão brancas, a luz das noites de Lua cheia e o brilho das estrelas mais lindas. Queria subir a montanha mais alta para te trazer o cume, queria escalar o mais íngreme dos penhascos só para ti, queria enfrentar a mais perigosa das batalhas e vencê-la por ti, queria compor-te a mais bela melodia de sempre, queria escrever-te os mais lindos versos de amor. E no fim tudo isso seria pouco, tudo isso saberia a muito pouco.



Decidi então dar-te algo maior, mais forte, mais fiel, mais puro, mais sentido, mais honesto e sincero do que tudo isso. Só não sei como conseguirei embrulhá-lo porque é enorme. Não há embrulho, caixa ou caixote onde ele caiba. Ninguém o consegue sequer segurar com as mãos. Não há medida para o medir. É maior que os planetas ou o universo, mais alto que qualquer montanha, mais forte que qualquer guerreiro.
Pensei em oferecer-te tudo, mas por fim percebi que o melhor e mais importante é oferecer-te todo este meu sentimento por ti…

Parabéns!!!!

Quinta-feira, Dezembro 03, 2009

Era manhã cedo, bem cedo. Mal tinha conseguido dormir naquela noite, tinha passado a noite toda às voltas na cama e com o pensamento só numa coisa. O Sol espreitava tímido por entre um céu nublado, mas nada de chuva, era a esperança que reinava dentro de si. Apesar do ar fresco que se fazia sentir, ele tinha calor, tinha um calor dentro dele e fez aquele caminho até à estação como se fosse Verão. À estação chegou cedo, muito antes da hora marcada para o comboio, ansioso não ficou sentado à espera como faziam todas as outras pessoas à sua volta. Ao contrário disso fez em passadas lentas aquela estação duma ponta a outra, vezes e vezes sem conta. Não conseguia estar parado por um momento que fosse. Olhava o relógio quase de minuto a minuto, o tempo parecia que não queria passar e o raio do comboio que nunca mais chegava, como se fosse possível chegar antes da hora marcada…



No ar surgiu uma voz que anunciou o tal comboio, então sorriu, cada minuto que passava era menos um minuto que faltava. Entrou no comboio e viu que o seu lugar estava ocupado, nem ligou, sentou-se no primeiro lugar vago à janela que encontrou. Tirou o casaco, não aguentava mais aquele calor que trazia consigo e que o fazia transpirar de anseio. Só depois de finalmente se sentar definitivamente relaxou, esticou as pernas para a frente e com a música que trazia aos ouvidos deixou-se embalar pelos carris. E ali foi, de olhos postos lá fora mas com o pensamento já no destino. Lá fora imagens do rio, das árvores, de estações desconhecidas, de sítios e lugares que nunca imaginara sequer. Todos eles lhe pareceram bonitos aos seus olhos, deslumbrantes, e talvez apenas porque faziam parte do caminho para onde queria ir. À medida que se aproximava, o frio era maior, o céu encobria-se mas nem assim ele perdia a esperança, pelo contrário, os olhos brilhavam e ainda hoje tem a certeza que trazia um sorriso na cara. Vestiu o casaco e esticou um pouco mais os músculos.



A viagem que ao inicio lhe parecera não ter fim estava agora a chegar ao seu termo. Ouviu outra voz a anunciar a sua estação, apesar de nem saber como ela era. Deixou sair toda a gente, apertou bem o casaco até ao pescoço, pôs as mãos nos bolsos e saiu, desceu as escadas e colocou os pés no chão. Parou, olhou à sua volta e respirou fundo…
Com aquilo tudo nem reparou que chovia. Ficou por momentos ali a observar, a respirar aquele ar e logo naquele momento percebeu que ali ia ser feliz.



Durante todo o dia passeou por ruas e caminhos desconhecidos. Conheceu coisas que não sabia existirem, andou e andou e apesar dos quilómetros que fez nunca sentiu uma ponta de cansaço. Não era dia para isso, havia coisas bem mais importantes para sentir, para viver.
Até que chegou o momento por que tanto ansiava, era já ali ao virar aquela última curva. Durante o dia esqueceu-se por momentos do nervosismo, mas naquele momento o coração batia mais forte, apesar do frio que fazia as suas mãos suavam, passou um milhão de vezes pela sua cabeça tudo o que iria dizer. Já tinha vivido aquele momento centenas de vezes na sua cabeça. Mas agora é que era a valer, ela estava ali ao fundo da rua, reconheceu-a mesmo sem ainda conseguir ver os seus traços. Era definitivamente ela, o seu jeito, o cabelo, era ela… e estava linda, claro. Ela atravessou a rua para o seu lado ainda ele vinha longe. E nessa altura ele gelou, teve um bloqueio, esqueceu tudo o que tinha planeado dizer e fazer. O coração batia agora que nem um cavalo a galopar, as suas mãos escorriam já suor. Aproximou-se dela e sorriram os dois, e todo o nervosismo e anseio como que desapareceram, desvaneceram-se no ar e transformaram-se em calma e felicidade. Os beijos que trocaram, o meio abraço que deram, fizeram-no ficar quieto cá por fora, mas por dentro dava pulos que nem uma criança. Era por aquele momento que esperou tanto tempo.
E caminharam os dois e falaram de tudo e de nada, de coisas banais e de coisas muito importantes ao mesmo tempo. Riram, sorriram, partilharam a cumplicidade que sabem que têm, contaram histórias, pequenos episódios desconhecidos um do outro, pequenas vitórias que tanto desejavam partilhar um com o outro. E ali sentados naquele sítio com a imagem pura da serra como pano de fundo, o tempo foi passando mas eles não deram por ele passar.



Até que era hora não de se despedirem ainda, mas pelo menos de saírem dali. Caminharam de novo juntos, ele com uma vontade enorme de lhe dar a mão, mas sem coragem para o fazer. Despediram-se apenas por momentos mas ele sentiu que iria ser a última vez que se despediam nesse dia, e então teve vontade de abraçar, de lhe dizer ao ouvido tudo o que tinha para lhe dizer. Não conseguiu, não teve coragem… ainda hoje não sabe se fez bem ou mal.
Ela entrou, ele foi-se sentar. Era o momento dela agora brilhar a grande altura. Ele sentado esperava pela entrada dela e ela lá apareceu, trazia o brilho de uma estrela consigo ele conseguia vê-lo. E sorria, um sorriso sincero, sentido, de orgulho, de alegria, de esperança. E por longos minutos ela espalhou magia, ele apreciou cada instante, vibrou, sofreu, saltou, aplaudiu.
No momento de pausa ela veio falar com ele. Ele voltou a sorrir, perceberam ali que não iam ter hipótese de se despedir melhor. Ele voltou a pensar que queria tanto aquele abraço…
Ela continuou a espalhar magia, ele continuou a vibrar, a aplaudir até que chegou o momento da despedida ao longe. No momento em que ele se levantou nunca pensou que ela sequer olhasse para ele. Mas a cumplicidade é tanta que parecia telepatia, no instante em que ele se levantou ela olhou-o com um olhar triste como que dizendo adeus, como que lhe dando o abraço que ele tanto desejava. E ele sentiu-o, apertou-a então com força e sussurrou-lhe ao ouvido: “Anda, dá-me a mão e anda comigo!”, apesar de saber que tal era impossível.
Depois de sair voltou ainda algumas vezes atrás e apesar de pensar que ela não reparou, veio mais tarde a saber que em todas elas, ela sentiu-o e olhou-o ao longe.
Apressou-se então de novo para a estação, aquele lugar que já lhe era tão familiar, mas de noite parecia-lhe mais escuro, mais negro… seria talvez por estar entre a alegria e a tristeza. Nem sabia bem o que sentir. Por um lado era o homem mais feliz do mundo, por outro a saudade que levava consigo deixava-o de coração bem apertado.
Sentou-se no comboio e apenas agora sentiu o cansaço do dia. Ela ligou-lhe durante a viagem e apesar de não lho dizer, ele sentia a saudade na sua voz, a tristeza da partida… E então, depois de desligar ele chorou… lágrimas de saudade escorreram-lhe pela cara à medida que se ia afastando do sítio onde é tão feliz. As pessoas sentadas nos lugares à sua volta olhavam-no, julgo que algumas delas chegaram mesmo a perceber porque chorava ele.
A viagem de regresso foi assim, triste, silenciosa e nem a música que trazia nos ouvidos fez mudar isso.



Chegado ao lugar que tão bem conhece, saiu do comboio e ao pousar os pés no chão daquela estação, uma certeza se apoderou dele. “Sei que estou de volta, mas o meu coração, esse ficou lá bem longe. Guarda-o bem, que um dia destes voltarei aí para ir ter com ele”.

Domingo, Novembro 29, 2009



Hoje acordei e chorei por ti… porque foi mais uma noite que passou e eu não sei nada de ti. E custa tanto o tempo a passar, olho para o relógio e parece que os ponteiros não se mexem. E o vazio… o vazio que tenho cá dentro. O vazio de palavras tuas, o vazio de teu olhar, o vazio de tua voz, o vazio do teu toque, o vazio das tuas mãos.
Hoje acordei e chorei por ti… hoje acordei com a dor da tua falta, com a angústia da tua ausência.
Hoje acordei e chorei por ti… hoje acordei assim com a falta de tudo o que é teu. Hoje acordei com esta vontade de te dizer tanta coisa e sabendo que nada posso dizer, que nada posso fazer senão esperar…
Hoje acordei assim…
Hoje acordei e chorei por ti…

Domingo, Outubro 25, 2009

Tinha acabado o Verão, era o inicio das aulas. Como era costume pediram-lhe para escrever sobre as suas férias. Ao contrário de todas as outras vezes ele ficou feliz de o ter de fazer. Durante o resto do dia foi como se não estivesse ali, as horas passaram por ele mas ele nem sentiu as horas a passar.



Ao final do dia, quando deu o toque de saída, ao contrário de todos os outros dias, foi o primeiro a sair em passo apressado directo para casa. Nem ficou, como de costume, a jogar à bola com os colegas à porta da escola. Desfez as equipas de sempre e seguiu o seu caminho sem ligar a ninguém.
Pelas ruas da cidade passou sem ser visto, como se fosse invisível, como se andasse na Lua. E era quase assim, desde que lhe fizeram pensar nas férias ficou assim, no mundo da Lua.
Chegou a casa, e ao contrário de sempre, não mandou a mala com desprezo para o canto do quarto. Pelo contrário, abriu-a com cuidado, retirou lá de dentro o caderno e gentilmente colocou-a perto da cadeira onde de seguida se sentou. Agarrou num lápis e olhou pela janela. O sol estava a pôr-se e ele procurava inspiração naquela imagem que tinha à frente dos olhos. A mãe ao chegar a casa estranhou. Não estava a televisão ligada, como era hábito, e os comandos da consola estavam exactamente no mesmo sítio. Foi então espreitar ao quarto dele, abriu um pouco a porta e viu-o muito concentrado nos deveres. Por muito estranho que tudo aquilo lhe parecesse achou por bem não o confrontar, afinal de contas era algo bom, nunca o tinha visto tão empenhado nas obrigações da escola.



Ele inspirado por aquela imagem do pôr-do-sol começou a escrever. “Estas férias conheci a pessoa mais linda do mundo.” Não, não era isto. Não que fosse mentira, que não era, pelo contrário, mas não lhe soava bem. Voltou a tentar. “Estas férias foram únicas, inesquecíveis, perfeitas, com momentos que guardarei para o resto da minha vida.” Não, continuava a não ser nada disto. Era tudo verdade, sim… mas não era assim que se queria exprimir. Parecia-lhe demasiado banal, sem sentimento. Puxou então a cadeira para trás, virou-se para a janela e depois de voltar a olhar o pôr-do-sol pela última vez, fechou os olhos por um momento, respirou fundo e foi como se de repente as suas mãos ganhassem vida própria, queriam escrever desenfreadamente. Voltou-se então calmamente para a secretária, pegou no lápis e voltou a tentar. Começou a escrever as primeiras linhas e de seguida parou. Sorriu um sorriso de orelha a orelha e abanou a cabeça. Sim, agora sim, era mesmo isto. E então, dizia assim:
“Não sei quantos tempo duraram estas férias. Não sei se foi uma semana ou duas, um mês ou um ano. Sei que para mim pareceram curtas demais. Eu sei que se tem por hábito dizer sempre isto das férias. Mas não pela razão que eu tenho desta vez e que vos passo a contar.
Já a tinha visto antes das férias. E mesmo nessa altura tinha reparado logo como era linda, como os olhos e o sorriso dela brilhavam. Mas não acreditava sequer que ela olhasse para mim, que soubesse sequer que eu existia. Até que chegaram as férias e quando olhei para o lado era ela que estava ali. E o seu olhar furava o meu olhar com tanto brilho. E as palavras dela para mim eram música aos meus ouvidos. Quando ela sorria, eu sorria e dentro do meu peito derretia. E a pele dela? Macia, macia como veludo, como nunca tinha sentido. E os dias de praia tão quentes… quentes porque ela os tornava assim, cada gesto, cada palavra, cada sorriso, eram raios de sol que se entranhavam na minha pele e me aqueciam, não só por fora, mas por dentro. E as noites sem fim que pareciam não querer acabar. Aqueles passeios sob o luar, olhares, gestos e palavras de cumplicidade. Sorrisos trocados, gargalhadas sentidas como peças de um puzzle que se encaixam na perfeição. As despedidas antes de dormir que me deixavam triste e devastado por dentro mas não o podia mostrar, mas mesmo assim caía na cama e ficava de olhos abertos e percebia que ela dormia a poucos metros de mim e só pelo facto de saber que ela estava por perto, sorria, não por fora, mas por dentro. Daqueles sorrisos que aquecem o corpo e confortam a alma. Daqueles que não sabia que eu podia ter. E adormecia assim, de sorriso estúpido na cara e com ela no pensamento, tal e qual como acordava, num sobressalto louco para a ver. E quando esse instante chegava era o reconforto que se apoderava de mim, uma sensação de bem-estar novamente, calma, serenidade, como se só assim eu pudesse estar bem. E o abraço? Aquele abraço que jamais esquecerei, o corpo dela encostado no meu, os seus braços à minha volta como que me fazendo levitar. Naquele instante fui da Terra ao céu num milésimo de segundo e por lá fiquei até hoje e quero ficar.



Hoje, mesmo longe, ela vai comigo para todo o lado, hoje, mesmo longe, olho para o lado e sei que é ela quem eu vejo, hoje, mesmo longe, continuo a acreditar que um dia, seja ele qual for, voltarei a sentir tudo o que senti nestas férias e que nunca senti antes. Se esperei uma vida inteira por tudo isto, posso esperar mais uma outra se for preciso. ” E agora sim, sentia que podia usar as frases que de inicio não lhe soaram bem por si só mas que depois de tudo o que já tinha escrito, faziam todo o sentido. “Estas férias foram únicas, inesquecíveis, perfeitas, com momentos que guardarei para o resto da minha vida.”. “Estas férias conheci a pessoa mais linda do mundo.” Tirou por momentos os olhos do caderno e respirou fundo, sentiu de novo aquele sorriso a apoderar-se dele, aquele sorriso que surge ainda hoje sempre que pensa nela. Ficou ali por momentos de olhos fechados e aquele sorriso estampado no rosto e o pensamento longe, bem longe … com ela. Voltou a concentrar-se no caderno e escreveu por fim. “Não sei quanto tempo estas férias duraram. Não sei se foi uma semana ou duas, um mês ou um ano. Mas para mim, sei que vão durar uma vida inteira…”

-Filho! Filho! Acorda! Tens de ir trabalhar! Então adormeceste? - diz-lhe a mãe sobressaltada.
E ele ainda estremunhado, resmunga qualquer coisa baixinha.
-Então porque é que estás com esse sorriso assim logo pela manhã? Estavas a sonhar? – Pergunta-lhe a mãe de sorriso na cara.
-Não mãe! Não é nada um sonho! É tudo bem real…

Sexta-feira, Outubro 09, 2009

Às vezes gostava de ser uma pedra


Às vezes gostava de ser uma pedra, que não sente, que não pensa. Não sofre, não tem expectativas nem esperanças. Limita-se a estar ali, imóvel, por vezes gelada com o tempo a passar por ela. Absorve todas as marcas que o tempo lhe deixa, mas mesmo assim não muda, continua forte sem se mexer do mesmo sítio.
Às vezes gostava de ser uma pedra, que não sente, que não pensa. Não a podem magoar nem ferir muito menos desapontar. Às vezes gostava tanto de ser uma pedra. Marcar o meu sítio e dizer que daqui não saio nem nunca sairei. Uma pedra que sabe o que quer apesar de tudo, era o que eu queria ser.
Por vezes acho que sou uma pedra, forte, resistente que leva a sua até ao fim, que podem tentar passar-lhe por cima com tudo mas que nunca desiste, que acredita até ao fim. É assim que sou e que quero ser até ao fim.
Às vezes gostava de ser uma pedra…

Terça-feira, Setembro 22, 2009



No silêncio sombrio desta noite imagino o som da tua voz sussurrar-me ao ouvido nesse teu tom lento e calmo que me derrete por dentro. E eu aqui deste lado, do lado errado dos lados, sinto o fogo cá dentro que parece gelado. Olho lá para fora e tento escrever o teu nome com as estrelas, numa tentativa desesperada de me fazer ouvir, de gritar alto ao mundo o que ele tem para ouvir, de fazer com que a tua voz não se cale ou que eu não a deixe de ouvir.

Será que sabes que te trago na voz?
Que o teu o mundo é o meu mundo e que ambos foram feitos para nós?
Será que te lembras da cor do olhar?
Das noites sem fim que pareciam não querer acabar?

E eu aqui deitado tão longe de tudo, vou-te dizendo baixinho que tu és o meu mundo. Porque sei que esta noite não dura para sempre, será fome, anseio? Desejo é certamente. Porque o dia seguinte te trará no caminho, na distância longínqua de um beijo perdido, pois não há distância que o meu suor não encurte e cada gota perdida valerá uma vida. Por isso agarra-me esta noite que o sol está quase a nascer e se de manhã tiveres de partir leva os meus braços contigo para que te possa eu agarrar. Pois aí terei a certeza de que ao fim do dia, no teu justo e sereno regresso, só aí, me sentirei completo.

Terça-feira, Setembro 08, 2009

Through the glass




I'm looking at you through the glass
Don't know how much time has passed
Oh God it feels like forever
But no one ever tells you that forever feels like home
Sitting all alone inside your head

'Cause I'm looking at you through the glass
Don't know how much time has passed
All I know is that it feels like forever
But no one ever tells you that forever feels like home
Sitting all alone inside your head

How do you feel? That is the question
But I forget you don't expect an easy answer
When something like a soul becomes initialized
And folded up like paper dolls and little notes
You can't expect a bit of folks

So while you're outside looking in
Describing what you see
Remember what you're staring at is me

'Cause I'm looking at you through the glass
Don't know how much time has passed
All I know is that it feels like forever
But no one ever tells you that forever feels like home
Sitting all alone inside your head

How much is real? So much to question
An epidemic of the mannequins, contaminating everything
We thought came from the heart
But never did right from the start
Just listen to the noises
(Null and void instead of voices)

Before you tell yourself
It's just a different scene
Remember it's just different from what you've seen

I'm looking at you through the glass
Don't know how much time has passed
And all I know is that it feels like forever
But no one ever tells you that forever feels like home
Sitting all alone inside your head

'Cause I'm looking at you through the glass
Don't know how much time has passed
And all I know is that it feels like forever
But no one ever tells you that forever feels like home
Sitting all alone inside your head

And it's the stars
The stars that shine for you
And it's the stars
The stars that lie to you, yeah

And it's the stars
The stars that shine for you
And it's the stars
The stars that lie to you, yeah

I'm looking at you through the glass
Don't know how much time has passed
Oh God it feels like forever
But no one ever tells you that forever feels like home
Sitting all alone inside your head

'Cause I'm looking at you through the glass
Don't know how much time has passed
All I know is that it feels like forever
But no one ever tells you that forever feels like home
Sitting all alone inside your head

And it's the stars
The stars that shine for you, yeah
And it's the stars
The stars that lie to you, yeah

And it's the stars
The stars that shine for you, yeah
And it's the stars
The stars that lie to you, yeah yeah

Who are the stars?
Who are the stars that lie?


Dizer que és o Sol ou a Lua ou as estrelas numa noite de céu limpo seria pouco.
Dizer que és luz, brilho e encanto seria pouco.
Mesmo que dissesse tudo o que tu és, para mim seria sempre pouco. Podia usar todas as palavras que quisesse, os adjectivos mais bonitos e podia fazê-lo gritando-o ao mundo, que mesmo assim seria sempre pouco demais.
Tudo o que pudesse sequer pensar fazer seria pouco.
Prefiro então dizer-te com os olhos, com os gestos, com um sorriso que seja, com algo que te consiga de facto sentir aquilo que és para mim, especial…

E se mesmo assim for pouco, inventarei muito mais para fazer… nem mesmo que tudo seja pouco…

Sexta-feira, Setembro 04, 2009

Hoje era suposto estares aqui...


Hoje era suposto estares aqui… mas a vida nem sempre corre como era suposto. Tal como o tempo não corre a nosso favor, hoje não era suposto estares tão longe e a tanto tempo daqui. Rodeado de uma multidão, sinto-me sozinho, afogado em sorrisos e abraços sem sentido, frios, penso no calor reconfortante que me dás de cada vez que penso em ti.
Apesar de tudo isto avanço por entre os dias, rasgo os ponteiros do relógio e desafio as distâncias mais longas. Avanço tentando não pensar demasiado porque sei que nada mais posso fazer, sinto-me impotente como um soldado que deita a arma ao chão em forma de rendição. Passo por entre os dias como eles passam por mim, fugidios, vazios de sentido mas repletos de esperança.

Hoje era suposto estares aqui… porque hoje o Sol não queima nem aquece o corpo, porque hoje a Lua não parece tão brilhante e as estrelas não sorriem na tua ausência. Porque basta uma palavra tua, um sorriso teu, um simples olhar e tudo muda, tudo volta ao seu lugar, já nada parece fora do sítio e tudo faz sentido.
Porque hoje, era suposto estares aqui…

Sexta-feira, Agosto 28, 2009

Pequenina




Querida pequenina
És o sol
Que me fascina
Tens a luz
Que me ilumina
Onde estás?

Passa tempo passa
Cai fundo
No esquecimento
Não oiças
O meu lamento
Onde estás?

Onde estás?

Xutos & Pontapés

Quinta-feira, Agosto 27, 2009

Levas contigo uma parte de mim


Levas contigo uma parte de mim
Na mala, no bolso, onde quiseres
Sei que terá de ser assim
Até regressares

Levas contigo uma parte de mim
Para longe, para o sitio onde vais

Levas contigo uma parte de mim
No peito ou na palma da tua mão
Levas contigo uma parte de mim
A mais importante, o coração...

Quarta-feira, Julho 01, 2009

Respira

Depois de atravessar o oceano e ver o que existe do lado de lá, depois de traçar linhas irregulares no mapa da Europa, faço a pé o caminho entre a minha casa e o supermercado. Sou um privilegiado enquanto avanço com um saco dobrado na mão, a carteira no bolso interior do casaco, a conhecer todos os passos deste caminho. Posso descer pela escadinha do jardim, por baixo da oliveira que, no Outono, dá azeitonas que ninguém aproveita, ou posso seguir pela rua principal, passar em frente à paragem de autocarros e atravessar a passadeira. Penso em muitas coisas enquanto faço esse caminho: tenho de ir aos correios, às finanças, à segurança social. Encontro sempre alguém para olhar: as pessoas que fumam à porta do supermercado ou a cigana romena, com uma criança a dormir-lhe no colo, que me estende a mão e o olhar. Enquanto avanço entre a minha casa e o supermercado, posso pensar neste texto que estou agora a escrever ou posso pensar nas compras que preciso. Isto, claro, se não tiver feito uma lista num quadrado de papel. Às vezes, deixo um pedaço de papel preso nesses imãs do frigorífico de Londres ou Ibiza e escrevo lá aquilo de que preciso. Detergente da loiça, por exemplo. É também assim que faço com as ideias para textos como este. Não as afixo no frigorífico, mas anoto-as em papéis que perco e encontro nos lugares mais inesperados da casa, muitas vezes após anos, ou em blocos que começo e que nunca acabo.

Posso estar enganado, mas, conhecendo-me, creio que, se tudo o resto falhar, poderei sempre contar com este caminho entre a minha casa e o supermercado. Bem sei que tudo muda: a casa pode deixar de ser minha, o supermercado pode desaparecer, a casa e o supermercado podem facilmente ser submersos por uma tristeza sem nome. Sei que o mundo pode ainda ser mais terrível do que isso, mas, com optimismo, gosto de pensar que este caminho está garantido. Não é pouco. Ao fazê-lo, carrego vagamente a memória daquelas ocasiões em que a minha mãe tirava um saco de plástico do armário e me pedia que fosse fazer um mandado à mercearia da Ti Ana Dezoito (quadrados de toucinho em cima do balcão de mármore, grãos de sal grosso em cima das folhas de papel pardo), ou quando o meu pai me dava uma garrafa e me mandava ir à do Ti Lourenço (o som e o cheiro do vinho tinto a escorrer do barril para dentro da garrafa, o funil de lata), ou quando a minha mãe me dava a bolsa de renda e me mandava à padaria de Ti Luísa do Peças (a farinha, queres mais bem cozidinho?) Enquanto caminho, eu sou essas memórias. Sou um corpo com pernas, braços e cabeça que é a representação física dessas memórias.

Quando chego ao supermercado, sei o lugar das coisas. A meio da manhã ou da tarde, cruzo-me com homens e mulheres que têm mais de setenta anos e que fazem compras ainda mais insignificantes do que eu: um pacote de leite, duas maçãs, pão. Vejo-me a ser um deles. Não daqui a muitos anos, não sou confiante a ponto de acreditar que passarei dos sessenta, mas já hoje, sou já um deles. Como eles, aproximo-me dos homens que estão a jogar às cartas no jardim, e fico a tentar perceber o jogo por cima dos seus ombros. Como eles, leio todas as notícias do jornal, vejo com pormenor todos os papéis que me são deixados por rapazes brasileiros na caixa do correio. Como eles, escolho bem cada peça de fruta que disponho nesses sacos de plástico fino, que custam a abrir, e, como eles, tomo-lhes o peso com a balança do braço antes de os atar com um nó cego.

É também como eles que encontro as palavras para este texto. Se tudo o resto falhar, como tantas coisas que já falharam efectivamente, posso sempre contar com este texto ou, pelo menos, com textos como este. Não tem de existir sempre a mais alta ambição em cada gesto. Ninguém aguenta viver assim e, para os vivos, viver é muito importante. Eu estou vivo. Respiro quando faço o caminho entre a minha casa e o supermercado, como respiro agora ao escrever esta palavra, e esta, e esta. Estão vivas também as pessoas com mais de setenta anos que cheiram melões no supermercado e que se balançam na aventura de comprar um (será que já estão maduros?) Será, será? Oh, dilema.

Aquilo que digo a mim próprio, digo também aos outros: tenham calma.

Agora, em especial para ti: do lugar de onde estás, tu próprio és o assunto que melhor vês, tu és a pessoa que está mais perto de ti. Por esse motivo, é normal que te pareça que cada detalhe é fundamental, essencial, que não podes viver sem ele. Mas podes. Os outros, esses que te amedrontam, que te telefonam todos os dias, que te escrevem emails e te perguntam: já está?, onde é que está?, porque é que não está? Esses parecem gigantes, têm os olhos muito abertos, mas, sabes, quando adormecem, são meninos indefesos. Como tu, também eles. Como tu, também eles recebem os mesmos telefonemas, os mesmos emails e, como tu, também eles, se encolhem ante gigantes, olhos muitos abertos, que, por sua vez, fazem a mesma coisa com outros e outros e outros, espelhos a reflectirem-se infinitamente. Se eles te perguntarem: já está? Podes responder: não, não está. E tudo continua. Se não tiveres o caminho entre a tua casa e o supermercado, terás outra coisa, qualquer coisa. Se não tiveres um texto como este para escrever, terás outra coisa que desconheço, mas que sei que existe. Por isso, respira, respira, respira.

Retirado daqui.

Terça-feira, Maio 26, 2009

Maldita Testosterona!

Todos os compêndios são bem claros quanto a isto: Apesar de ser encontrada em ambos os sexos, em média, o organismo de um adulto do sexo masculino produz cerca de vinte a trinta vezes mais a quantidade de testosterona que o organismo de um adulto do sexo feminino. E isto, explica muita coisa. As mulheres queixam-se com o período e a incomodidade que muitas vezes este lhes provoca como se isso fosse uma grande coisa. Pois bem, está na altura de os homens se lamentarem de forma chorosa, da sua maldita testosterona.

São 30 vezes mais, 30 vezes mais vontade, 30 vezes mais impaciência, 30 vezes mais a falar sobre isso. E assim não admira, que os homens tendencialmente pensem mais em sexo do que as mulheres. Pudera, então com estes níveis de testosterona elevadíssimos, que culpa temos nós? Vá lá, digam-me – e agora escrevo só para as mulheres – o que podemos nós fazer para combater tamanha maldição que nos persegue, desde o dia em que nascemos? Se querem saber, a conclusão a que chego, é que todos nós temos que carregar a nossa cruz. E se a das mulheres será o período, a dos homens é sem qualquer dúvida, o excesso de testosterona.

De tal modo, que muitos foram os homens que se deixaram trair por isto e acabaram literalmente sem cabeça. A história está cheia de episódios destes. E isto acontecia com tamanha frequência, que é daí que vem a expressão " Aquela mulher é de perder a cabeça!". Porque de facto não eram poucos os homens que a perdiam, ao serem traídos pela sua testosterona e ao caírem nas ciladas de exércitos inimigos, que usavam as mulheres para os atraírem, sabendo que o homem se gostar de uma mulher e tiver vontade de estar com ela, não deixará nunca de o tentar fazer. E aqui o que mais me entristece, é que eram outros homens, também eles com níveis altíssimos de testosterona, a fazê-lo, traidores de um raio!

Daí que a vontade dos homens quando querem estar com uma mulher seja obrigatoriamente diferente da vontade de uma mulher em estar com um homem. Existirão muitas mulheres a abanar a cabeça neste parágrafo e a dizer que não, que não, mas vos garanto, que salvo raríssimas excepções, isto é verdade. Não é que vocês não tenham vontade – têm pois – mas mais facilmente um homem que está no Algarve diz " preciso de ver-te hoje" e mete-se no carro e acelera até Bragança, do que uma mulher em igualíssima situação. E o problema é que elas sabem disto. Olhem o Pinto da Costa: mas alguém dúvida que o homem foi traído pela sua testosterona? Que outra razão encontram, para explicar que um homem se tenha deixado levar daquela maneira por aquela jovem? Só esta. E elas sabem-no. Possivelmente, 30 vezes mais do que nós.


Retirado daqui.

Segunda-feira, Abril 20, 2009

Deitado na relva perdi a dimensão tridimensional do céu. Os pássaros pareciam-me estar ao mesmo nível de um avião que se preparava para aterrar. Depois pensei que o mesmo se passa com as estrelas no céu nocturno: todas parecem estar à mesma distância vistas da Terra mas, na verdade, distam de nós com milhares de anos luz de diferença.
Com as mulheres é a mesma coisa. Às vezes parece que estão perto de nós para, logo a seguir, parecer que estão a nos luz de nós. É tudo uma questão de perspectiva e de dimensão.

Publicada por bagaco amarelo em 22:51 aqui.

Quarta-feira, Abril 15, 2009

Deixa-te levar

O problema de tudo isto é não nos deixarmos levar, seria tão mais fácil se o fizéssemos. Mas não, a desconfiança que se instalou em nós impede-nos disso. A mesma que de nós se apoderava, no tempo em ainda não existia uma moeda única como agora existe o euro. Ia-se a Espanha comprar caramelos, enchia-se o saco com as pesetas cambiadas e ficava-se ali, de olhar desconfiado, a ver se o homem se enganava nos trocos. E o homem dava-nos o troco e mesmo depois de termos confirmado que estaria certo – e estava certo - ficávamos sempre com a sensação, que de uma forma ou de outra, teríamos sido levados. E se calhar, tínhamos.

Crescemos a ouvir isto: “ Tu não te deixes levar!” e só agora percebo o mal que nos terá feito. Crescemos tanto, ficamos tão adultos, tão sábios, tão certos de tudo e de todos, que desaprendemos a deixar-nos levar. E eu quero deixar-me levar, como quando eu era mais pequeno e alguém me dizia “ vamos por ali!” e eu, sem que conhecesse o caminho, ia por ali, deixando-me levar, até que o fim do dia me devolvesse a casa ou uma carrinha daquelas camarárias.

O mundo está perigoso, dirão. Está bem, concordo, mas não é por isso que eu deixarei de sair à rua. Do mesmo modo, que não me deixarei de entregar a quem pouco ou nada saiba. Por mim, pode ser às escuras, que eu já vejo tanto. Por mim, pode ser já agora que amanhã é longe. E não quero saber de tudo, não preciso. Mania esta de que querermos saber tudo com detalhe. Eu não. Quero ter dúvidas e muitas de preferência. Quero ter boas dúvidas. Quero sentir que pouco ou nada sei sobre aquela pessoa como se esta fosse um livro novo que ainda não começamos a ler. E não, não quero saber a história, não preciso que me contem o filme todo porque já tenho o livro e quero lê-lo. Do mesmo modo que tenho uma vida e quero vivê-la sem grandes sinopses. Eu não quero saber de tudo. Que graça tem explicarem-me tudo, antes mesmo de eu o ter percebido. Isso é contarem-me o filme e eu quero ir vê-lo à sala de cinema.


E aqui chegado, o que eu quero, é deixar-me levar mesmo que perceba que me estou a deixar levar. Era preferível que não percebesse mas o que é querem? a idade adulta deu cabo disto. Por mim podem enganar-me à vontadinha, dizer que o amor é para sempre e que o Benfica ainda vai ganhar o campeonato – eu acredito, vos juro - podem afiançar-me que eu sou a única pessoa na vossa vida e a mais importante de todas elas – eu acredito, eu acredito – que é bom investir agora em acções – em compro, eu compro.

Daí que não queira fazer mais perguntas, por mim, está bom assim. Quero deixar-me levar. Já hoje. Daqui. Agora.

Retirado daqui.

Segunda-feira, Abril 13, 2009

Vou fugir daqui, vou fugir para longe só não sei bem para onde. Quero fugir daqui, correr sem olhar para trás em direcção ao horizonte. Sei que esgotei as minhas hipóteses, sei que acabaram as minhas oportunidades e o ar à minha volta está pesado, insuportável. Vou por um caminho que não sei se é o certo, que nem sei se é o meu, mas vou… Não posso esperar mais, vou fugir, se quiseres vem comigo, porque não sei se algum dia voltarei, e nem sei amanhã onde estarei. Vou voar, ver lá do alto o que vejo cá por baixo, saber tudo o que houver para saber sobre esta vida ou pelo menos morrer a tentar, e sonhar, continuarei a sonhar enquanto possa, enquanto houver um novo dia a nascer.
Vou procurar o calor das noites de Verão, o cheiro do mar, e a brisa na cara. Acordar de manhã com o nascer do sol na areia de uma praia. Vou correr que nem um louco como se não houvesse amanhã e nos bolsos levo comigo todas as palavras que sempre quis dizer e nunca disse.



Se quiseres vem comigo, mas não posso mais aqui ficar. Se quiseres vem comigo descobrir o mundo. Dá-me a mão e vem comigo nesta viagem só de ida porque enquanto houver céu para voar nunca mais irei parar.
E no dia em que já não conseguir correr mais, no dia em que o sol se puser pela última vez, quero olhar para trás e ver que me esgotei, que percorri todos os caminhos, que vi tudo o que a Natureza teve para me dar, ter a certeza que fiz tudo o que pude, e no momento em que a luz finalmente se apagar quero poder olhar os teus olhos, segurar a tua mão e dizer que fiz tudo isso contigo.

Domingo, Abril 12, 2009

O Falcão

É por isto que adoros estes srs. Porque ao fim de 30 anos em cada albúm têm sempre músicas que parece que falam de cada um de nós a dada altura da nossa vida. Neste momento, esta fala de mim...





O Falcão

Vastas planícies de desespero
Eu sei que te perdeste por lá
Olha o falcão pairando no alto
Tu segue a flecha do seu olhar

Por tudo o que eu fiz
Não consigo voltar atrás
Por tudo o que eu quis
Desesperado sigo em solidão

O fumo branco sobe no ar
Vem da cidade que nunca dorme
Acho que eu já fui como tu
Um puto inquieto e cheio de fome

As pedras soltas escondem o caminho
Nada parece ser o que é
Também eu já me perdi sozinho
Olhos fechados e nenhuma fé
Olhos fechados e nenhuma fé

Por tudo o que eu fiz
Não consigo voltar atrás
Por tudo o que eu quis
Desesperado sigo em solidão

Por tudo o que eu fiz
Não consigo voltar atrás
Por tudo o que eu quis
Desesperado sigo em solidão

Vastas planícies de desespero
Eu sei que me arrancaste dali
As tuas penas foram os meus braços
Tu foste a luz que eu descobri
Tu és a luz que eu hei-de seguir

Por tudo o que eu fiz
Sei que não posso voltar atrás
Por tudo o que eu não quis
Mesmo a teu lado sigo em solidão

Em solidão (x7)

Xutos & Pontapés

Domingo, Março 29, 2009


Às vezes quero tanto te dizer “anda para perto de mim”. Porque aqui às vezes faz tanto frio, e eu sinto-me tão sozinho, mesmo junto a tanta gente. E tu aqueces os meus dias com o teu calor tão bom. Dás cor e luz ao negro desta monotonia do tempo a passar sem sentido.
E a vida dura tão pouco e o tempo é tão curto, que sinto que o podemos estar a desperdiçar, que nos pode estar a passar tanta coisa ao lado… Porque às vezes aqui faz tanto frio… Nem imaginas…
Mas parece que a vida não pode ser como nas letras das músicas que ouço, parece que a vida não pode ser como a vejo nos meus sonhos. E então parece que vou ter de continuar a sentir que estou a desperdiçá-la, mesmo que lute contra isso todos os dias.
Gostava de ter as palavras certas para te dizer, aquelas que te chamasse a atenção para mim, aquelas que te tocassem aí dentro, bem no sitio certo e te fizessem acreditar, que te fizessem ver que afinal de contas e no fim de tudo, tudo é possível, e que até mesmo a vida poder ser como a vemos nos sonhos, mesmo apesar de às vezes aqui fazer tanto frio, muito mais do que lá fora…

Quinta-feira, Fevereiro 12, 2009

momentos do ser: Inevitabilidade

momentos do ser: Inevitabilidade

Sexta-feira, Dezembro 26, 2008


Já passou. Já passou o Natal e eu sobrevivi. É agora já noite cerrada e o silêncio finalmente invadiu o espaço onde me encontro. E agora daqui, deitado na minha cama penso em ti, penso se realmente existirás, pois nunca te vi, nem sequer ainda ouvi a tua voz. Sempre me disseram para duvidar do que não veja, e assim sempre fui e ainda sou, um céptico. Um céptico que acima de tudo, quer acreditar. Um céptico que ao mesmo tempo é um sonhador. Esta forma de ser nunca poderá dar certo, temo que estarei sempre destinado ao fracasso desde o inicio.

Será possível sonhar com alguém que não conheça? Sempre acreditei que não. Até há umas noites atrás… Sonhei contigo, apesar de não te conhecer. O que poderá isto querer dizer? Nunca te vi, mas sei que és linda. Nunca te ouvi mas sei que a tua voz é doce. Nunca te toquei mas sei que a tua pele é macia e suave. E apesar de todos os quilómetros que nos separam sinto que estás tão perto.
E perco-me nisto horas e horas. Tantos pensamentos perdidos, confusos, vazios, que me atordoam. Nada disto faz sentido, eu sei… pareço um louco que não sabe o que diz ou que pensa.

Mas os dias sem ti não têm o mesmo sabor, são tristes, frios, morosos de passar. És tu que trazes este Sol de Inverno que me aquece e aconchega a alma e o corpo, que me traz de volta um sorriso perdido no tempo, como nos tempos de criança, que me faz acreditar em algo que nem mesmo sei se existe ou se algum dia existirá. Mas só sei isto, a noite sem ti, perde a luz e o brilho que as estrelas lhe costumam dar. E esta é apenas mais uma que custará a passar até chegar o dia que não sei se existirá.

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